sábado

Sistema Stanislavski


Um dos grandes mestres da atuação mundial foi o russo Constantin Stanislavski, que no decorrer da vida desenvolveu um sistema de atuação denominado Sistema Stanislavski. Para o russo, o ator deveria estar o mais conectado possível ao seu papel. Dessa maneira, o personagem ganharia vida e forneceria ao ator recursos técnicos e psicológicos para a construção desse, através do aproveitamento de estímulos externos e do uso racional do senso de observação e da memória emotiva. Apesar do sistema ter sido criado para o teatro, no final do século XIX e início do XX foi bem respresentado no cinema através de escolas como o Actors Studio e por nomes como Marlon Brandon e Jack Nicholson. Aliás, quando falo acima em “estar mais conectado possível ao seu papel” e “dar vida ao papel” cito como exemplo a preparação de Nicholson antes de cada cena no making of do filme O iluminado.


Porém, para Walter Benjamin, raramente o ator cinematográfico vive como se estivesse na pele de um personagem, afinal as cenas de um filme são realizadas de maneira não cronológica, assim, ele não desempenha o papel de modo contínuo, mas numa série de seqüências isoladas. Benjamin, por sua vez, também aborda a diferença em atuar para teatro ou cinema. Ele explica que no teatro o ator em pessoa apresenta ao público sua própria atuação artística. Já a atuação do ator cinematográfico exige a mediação de todo um mecanismo. Para exemplificar a diferença existente entre a atuação do teatro e do cinema, o autor cita Pirandello. Para ele, os atores de cinema sentem-se como no exílio, afinal, seus corpos são quase volatilizados, suprimidos, privados de suas realidades. Aliás, no exílio não somente do palco, mas de si mesmos.

http://69.93.162.92/~fpolvo/arquivo.php?subaction=showfull&id=1176675966&archive=&start_from=&ucat=24&


Cena com Nicholson no filme "O Iluminado" de Stanley Kubrick

0 comentários:

Postar um comentário